Muito bem, eis meu primeiro blog!
Estive pensando há bastante tempo sobre os conteúdos que postaria em um blog que iria criar. Mas antes de falar disso, uma pequena pausa... Quem vos escreve nasceu em uma cidade do interior do Estado do Pará, chamada Moju. Desde criança, morando com meus avós, entendi que os estudos deveriam ser prioridade na minha vida, afinal, se eu não estudasse iria fazer o quê? Meu avô viera de Bragança e minha vó de Cametá. Ambos tiveram infâncias sofridas, mamãe sempre fez questão de me contar suas inúmeras histórias de quando criança. Percebeu? Chamo ela de mãe e meu avô de pai. As histórias de mamãe sempre tinham uma lição para mim: não importava o que eu passava, seja necessidade ou tristeza, a vida dela foi pior quando na minha idade. Talvez (ou com certeza) essa criação tenha formado minha mente e meus objetivos sempre com o alvo em ser alguém na vida. E assim está sendo.
Estudei bastante, corri atrás da educação, meti o pé na sandália e terminei o ensino médio com 16 anos e meio. Desde os 11 anos, depois de apresentar uma peça na escola onde eu era a apresentadora de um programa que contava histórias reais e naquela edição falava sobre mendigos, eu descobri o jornalismo e de cara quis isso para minha vida! Que criança simples, do interior, sem muitas voltas, escolhe essa profissão com tão pouca idade? Bem, não sei, mas eu fui uma delas. Prestei o vestibular para isso e PASSEI. Aliás, digito agora do computador da faculdade na qual estou no terceiro ano! Então é isso, aqui no curso percebi a necessidade de colocar em prática o que aprendo através de um blog.
Terminando a pausa... Com a necessidade de criar um blog perambulei por todos os meus neurônios para saber o que eu queria, como queria, sobre o que escreveria, como escreveria, em que sentido faria. Enfim, menina do interior que veio para a cidade grande cursar jornalismo (não me acostumo a dizer que moro em Belém), mas que todos os fins de semana volta a sua realidade lá na pequena Moju, teria um blog jornalístico sobre o quê? Hahá. Aqui, estudando, descobri que o grande universo do interior tem pouco espaço perto da majestosa ideia de que vida existe na cidade grande, de que notícia boa só acontece na cidade grande, de que todo o jornalismo deve ser voltado à cidade grande. Sem generalizar, óbvio, de vez em quando eles abrem uma portinha para o interior. Mas quem vai falar a favor e sobre esse universo? Bem, se uma parte do jornalismo vai se voltar ao interior não sei, mas de que eu criei um blog aqui para escrever dele, isso eu sei que vai acontecer!
Não me limitarei só ao jornalismo informativo, esse universo interiorano é grande de mais para exigir esse limite. Acompanhe ao blog sempre que puder saber um pouquinho mais sobre a vida daqueles que estão lá distante de você (para os da "cidade grande"), ou leia aqui o que você gostaria que passasse aí na sua TV e é um daqueles que utilizam a famosa frase: só falam de (coloque o nome da sua cidade) quando é coisa ruim!
É isso aí, uma universitária escrevendo sobre aquilo que está no seu sangue, na sua luta, no seu coração: o INTERIOR!